Por Dill Diaz
Os anos 80 são sempre recorrentes na moda, seja pelos ícones da música, pelo estilo da década, pelos movimentos a favor das mudanças no comportamento da sociedade, como também nas artes. A arte de rua que se dá início nessa década, surge do conceito da arte que sai das ruas e vai direto para galerias, que é cobiçada por colecionadores e galeristas do mundo inteiro. A street art encontra sobrevivência nas mãos de Jean- Michel Basquiat, artista haitiano neo- expressionista dos anos 80 que viveuem Nova York durante seu curto tempo de vida (morreu aos 28 anos de overdose). Ele catalisou o espírito do seu tempo transformando sua precariedade social e material em filosofia e expressão, tendo de início os muros de NYC como suporte para seus grafites e pinceladas nervosas. As referências saiam do seu cotidiano suburbano, e Basquiat transmitia em suas obras uma arte urbana em uma época em que o pensamento yuppie (derivado da siga YUP que traduzido do inglês significa Jovem Profissional Urbano) e extremamente consumista reinava.
Basquiat tinha um estilo bem peculiar aos homens da década, que chama tanta atenção quanto suas obras. Um estilo típico do homem livre que vivia nas ruas cercado por um mundo onde o hip hop era, assim como sua arte, uma forma de expressar o que estava sentido em relação ao externo, que vivia batalhando na vida para ser alguém, e assim o foi .
Seu jeito largado e ao mesmo tempo chique resulta num universo cool despretensioso. E homem de hoje é assim, cool e arrojado, funcional e, muitas vezes, preocupado com o que veste para ir às ruas, sempre optando por roupas com essa pegada de streetwear. No inverno 2012 da Patogê a imagem do homem tem essa mesma pegada com styling despojado e chique. Nosso homem está preparado tanto para ir às ruas quanto para visitar uma galeria de arte.


























