Hoje o post é para falar sobre um assunto super sério! Vamos bater um papo sobre trabalho escravo?

Parece pesado o tema né? E é mesmo, gente!

Outro dia um seguidor da Patogê, nas redes sociais, falou que achava o jeans caro para uma empresa local…

E justamente por esse tipo de comentário, nos colocamos a pensar: quanto custa uma roupa extremamente barata, que não é produzida no Brasil?

Quanto custa?

Custa vidas! E custa caro…

É triste acreditar que em pleno século XXI ainda exista a escravidão, inclusive de crianças.

Bem baratinho e descartável

A escravidão moderna é assim: barata e descartável. Os escravos modernos não são considerados investimento com “valor de manutenção” como antigamente. Hoje se alguém que está na escravidão fica doente ou ferido, eles são simplesmente descartados. (Sem direito trabalhista).

De acordo com o CNN Freedom Project, a escravidão moderna é quando uma pessoa controla completamente uma outra pessoa, a explorando economicamente e sem deixar condições para que ela vá embora.

The Angels in Hell

O fotógrafo GMB Akash, fez uma série de fotografias denunciando o trabalho infantil em Bangladesh. As imagens são capazes de nos deixar sem palavras. O fotógrafo, que já levou mais de 68 prêmios internacionais por seu trabalho, foi premiado com esta série com o grande prêmio da densidade neutra Photography Awards 2014.

Mas na moda também tem isso? E o glamour?

Atualmente, a escravidão moderna está ligada principalmente às cadeias de fornecimento nebulosas de muitas indústrias, incluindo as de moda. Esta indústria que move bilhões de dólares, é facilmente alimentada pela falta de transparência no processo de produção não regulamentado e as práticas de trabalho ilegais (isso te lembra os escândalos recentes no fast fashion?).

A diferença entre trabalho mal remunerado e escravidão é uma linha tênue. Vale notar que muitas gigantes da moda não têm controle total sobre suas cadeias de fornecimento, pois grande parte do trabalho feito para fabricar uma coleção é repassado para terceirizadores (geralmente nos países asiáticos, onde a mão de obra é barata) e o controle (de todos os passos: da matéria-prima até a roupa final) passa a ser bastante inviável, favorecendo assim as atividades de exploração ilegais.

Filmes sobre o trabalho escravo e a indústria da moda

De acordo com o documentário True Cost, na década de 1960, 95% das roupas vendidas nos Estados Unidos eram fabricadas em território norte-americano, enquanto hoje esse percentual não passa de 3%. Enquanto a produção é deslocada para a China, Camboja ou Bangladesh, as empresas continuam com seus quartéis-generais nos países de origem, responsáveis pela idealização de novas coleções, análise do controle de qualidade e, claro, aumento dos lucros.

Os  comediantes do Porta dos Fundos também abordaram o tema e fizeram um vídeo tratando o lado nada bonito do mundo da moda. Olha só:

Tá convencido que custa caro?

É claro que existem muitos fatores que podem contribuir com o fim da escravidão moderna ou não, mas na esperança de mudarmos pelo menos um pouquinho este triste cenário, procure saber mais sobre as roupas que você compra e os produtos que você usa, pois indiretamente, são os consumidores que financiam essa indústria da escravidão.

Vamos valorizar mais o que é feito no Brasil, de forma honesta! Hoje a Patogê tem orgulho de produzir 100% em casa e poder dar emprego para tantas pessoas… Então nossa roupa não custa tão caro quanto aquelas que são produzidas lá fora, né? 

Fonte: Galileu e Impact

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